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Qual é a realidade do Benfica no início da temporada de 2024/25? Nada mais fácil de caraterizar: apesar do aumento de preços, dos 45 mil lugares de época disponíveis para Red Pass, há cerca de 400 ainda no mercado, para uma lista de espera que ronda os 17 mil. Quer isto dizer que, apesar das desilusões da temporada passada, apesar da míngua de títulos, a que a Supertaça não matou a sede, apesar da desconfiança generalizada relativamente a Roger Schmidt, apesar das Assembleias Gerais marcadas pela contestação, o benfiquista puro e duro, do Terceiro Anel, que não pertence a qualquer bolha elitista que funciona em circuito fechado, continua a acreditar no clube, no lema, na força da tradição, e mais uma vez diz presente, abstraindo-se das questões políticas, apostando no que paga (e não é já assim tão pouco): 90 minutos caseiros, nacionais e internacionais, de uma experiência imersiva, de partilha de um ideal, uma cor e de uma comunhão centenárias, traduzidos, na expressão maior, no quarto de hora que durou, sem bola, o intervalo do jogo com o Marselha, na época passada, na homenagem a Sven-Goran Eriksson. Esse é o Benfica que não tem preço.

E quanto ao plantel? Francamente, se não houver saídas, ao dia de hoje o Benfica apenas precisa de um defesa esquerdo que esteja para lá de todas e quaisquer dúvidas. É claro que daria sempre jeito um Nélson Semedo ou um João Cancelo que jogasse igualmente em bem em qualquer das alas. Mas, mantendo os pés na terra, e sabendo que Aursnes é capaz de fazer essas posições, a prioridade será investir, sem tibiezas, incertezas ou hesitações, em alguém que pegue de estaca, e nesse particular, quer o departamento de scouting, quer o próprio treinador, devem atravessar-se, sendo que ainda hoje não se sabe quem foi responsável pela contratação de Jurásek.       

Mas vamos falar de futebol. Se Aursnes for o escolhido para a ala esquerda (ou, imagine-se, João Mário), sabendo-se que tenderá a reforçar o 'miolo', privilegiando o jogo interior, o lateral deverá ter condições para chegar à linha de fundo, fazendo a ala, à imagem de Grimaldo. Contratar um jogador que não tenha estas características (como foi o caso de Jurásek, ou aconteceu com a adaptação canhestra de Morato) só pode resultar em asneira. Aguarde-se pelo reforço anunciado e também pela evolução de Carreras...

Ainda falando de futebol, agora com maior profundidade, e entrando já no âmago da estratégia e do modelo: o que quer Roger Schmidt? Na primeira época de águia ao peito, o técnico alemão foi perfeitamente explícito: apostou num futebol moderno, feito de pressão alta, onde todos trabalhavam por igual no momento de recuperação da bola, e a partir daí, com o adversário desequilibrado, criava superioridade numérica que materializava em golos. Graças a esta forma de jogar, em que todos colaboravam por igual, foi capaz de sobreviver à perda do melhor jogador, Enzo Fernández, e além de vencer a Liga, realizou uma excelente campanha europeia. Mas na época seguinte, as mudanças foram muitas, e para pior, e é a partir dos erros cometidos que Schmidt deve aprender a esquematizar 2024/25. E quais foram esses erros? À partida três, crassos, imperdoáveis, de palmatória: