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 Trabalhou com Trincão numa fase em que estava a lançar-se no SC Braga. Como vê agora o jogador?

– Quando cheguei deparei-me logo com um enorme talento, que tinha jogado, penso, uma ou duas vezes com o Abel. Era um jovem em que todos acreditávamos que seria um grande valor da geração dele. Lembro-me que, no início, falava algumas vezes com ele, treinava sempre muito bem, com grande dedicação e compromisso. E percebi que, ao longo da época, iria ser uma opção para nós. Ainda me pediu para sair, para Itália, se não estou em erro, mas disse-lhe claramente que não o deixava sair porque iria jogar connosco, precisava, logicamente, de fazer o caminho dele e de continuar a treinar como estava e que teria oportunidades. Sinto-me orgulhoso de ter ajudado na evolução dele. Comigo fez o primeiro jogo se calhar os 90 minutos, fez o primeiro jogo na Europa, fez o primeiro golo, a primeira assistência. Começou realmente a aparecer no futebol. Sabíamos que havia muita expectativa à volta dele, até demasiada, muito rápido. Na minha perspetiva achava ter sido melhor sair de um SC Braga para um Sporting e depois de se afirmar ir para um Barcelona, acho que era o caminho que deveria ter feito.

– O ataque leonino com Gyokeres como figura maior foi importante para a afirmação de Trincão?

– Sem dúvida! O Gyokeres foi a grande mais-valia do Sporting e quando existe um ponto de lança com as características dele e com tudo o que deu, com jogadores nos corredores a desequilibrarem e a assistirem é sempre mais fácil. O Trincão tanto joga num 3x4x3 como num 4x3x3, do meu ponto de vista são as melhores opções para ele, apesar de também se adaptar a um 4x2x3x1 ou 4x4x2, em vez de ser mais extremo é mais ala, tem essa característica. É um jogador muito dedicado, de grande compromisso com a equipa também, apesar de ser um criativo é muito forte no um contra um, tem essas características e,  portanto, adapta-se facilmente a qualquer estrutura de jogo.

– Acha injusto que Trincão não tenha sido convocado para representar Portugal neste Europeu?

– É assim, voltamos à velha questão, eu acho que há muitos jogadores que não foram e que mereciam estar já, particularmente fiquei com pena de Trincão, Pote e Bruma, jogadores com quem trabalhei, não terem ido. Mas, para eles entrarem quem é que sai? Acho que os jogadores que estão também merecem. Portanto, acho que, por exemplo, estes três jogadores ainda podem fazer parte da Seleção e, portanto, se não foram agora com certeza que irão ser chamados,  naturalmente, para a fase de qualificação para Mundial.